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A história do Iceland dog começou ao mesmo tempo que a nossa, a dos Islandeses. Os primeiros habitantes da ilha levaram consigo animais domésticos até a Islândia e também cães para ajudar na guarda e pastoreio. A terra é vasta e as vedações não apareceram senão nos últimos 100 anos.
Há pouco escrito sobre a raça nas historias da Islândia e nenhuma descrição dada sobre o pastor. Por outro lado há algumas descrições de cães específicos por causa do seu aspecto diferente, por exemplo Sámur Gunnar de Hlíðarenda, sobre quem não há dúvidas que a descrição era de um Irish wolfhound. Por volta do século X havia muita fome no país e Arnór Kerlinganefur sugeriu que a maior parte dos cães seriam destruídos para que as pessoas tivessem mais comida disponível, não tendo de alimentar os cães, salvando assim muitas vidas.
Na idade média o Iceland dog já se tinha tornado um produto de exportação popular da Islândia, especificamente para a Inglaterra, sendo um cão popular entre aristocracia que reinava. Marteinn Beheim escreve que os Islandeses vendiam os seus cães a alto preço mas dão as suas crianças para eles poderem comer. Olaus Magnus escreve em 1555 que os Iceland dog eram populares entre as mulheres de alta classe e padres. Shakspeare mencionou o Iceland dog na sua peça sobre Henry o V (escrito por volta de 1600). John Caius escreve em 1570, sobre o Iceland dog que são muito populares e muito procurados pelos aristocratas da Inglaterra.
No seu livro de viagens Eggert e Bjarni falam sobre dois tipos de pelagem dos Iceland Dogs, uma pelagem normal com pelos longos e também espesso e grosso, são chamados “lubbar”.
Deste então até este século o Iceland dog é mencionado na maior parte dos livros da viagem sobre Islândia. A descrição que estes viajantes escreveram sobre o Iceland dog difere um pouco mas é fácil de perceber que estão a falar sobre a mesma raça.
È dito que são indispensáveis em cada quinta, para pastorear as ovelhas, são bons cães para isso e não só mas também para ajudar a salvar animais e pessoas debaixo de neve a 4-5 metros. Um bom cão podia valer o mesmo de que um cavalo. Em 1869 estimaram o número de cães na Islândia a volta de 24.000 mas nos anos 1883-1887 estimaram que esse número seria a volta de 10.000.
A Primeiro lei sobre cães foi adaptada em 1869 e em 1871 um imposto foi posto sobre todos os cães com a excepção dum número específico de cães pastores em quintas. Estas leis foram adoptadas para diminuir o número de cães devido ao facto de serem hóspedes do equinococos que poderia ser passado para o homem. Da adopção desta lei resultou que o número de cães reduziu-se significativamente devido ao aumento do medo das pessoas da doença que este equinococos podia causar. A higiene básica da população era o maior perigo para a propagação da doença.
No ano de 1900 a população de cães estava muito reduzida e devido á importação de cães estrangeiros no século XIX. A mistura desses cães com o Iceland dog, foi de tal ordem que Christian Schierbeck, um doutor de Reykjavík, que já tinha viajado muito pelo país achou que só poucos cães restavam do Iceland dog e estavam só nas quintas isoladas do campo.
Foi no ano de 1897 que pela primeira vez o Iceland dog foi mencionado numa exposição no Tivoli de Kobenhaven. Os cães Vips, Svartur e Pilar, que recebeu 1º prémio e um troféu. No ano de 1905 um Iceland dog chamado Chuck foi registado no clube Inglês de canicultura, nesta altura a raça foi reconhecida na Inglaterra, foi publicado o estalão, traduzido de Dinamarquês. O Iceland dog raramente apareceu em exposições mas Vaskur frá Þorvaldstöðum ganhou o prémio de melhor do grupo e competiu para melhor de exposição no Crufts no ano de 1960, tendo 7 anos de idade. O Honorário Mark Watson era um grande fã de tudo que era Islandês e viajou muito pelo país. Ele falou sobre as suas viagens na Islândia e por volta de 1930 ele tinha visto muitos Iceland dog mas por volta do ano de 1950 eles estavam quase extintos tirando alguns sítios isolados. Ele decidiu então exportar alguns machos e algumas fêmeas para a Califórnia nos EUA onde tentou cria-los para a raça não se perder. Páll A Pálsson, chefe de veterinária ajudou o com a exportação e ficou com uma fêmea dos fiordes no oeste. Estes cães, que foram exportados para os EUA, apanharam esgana e pouco depois de chegarem morreram alguns. Os que sobreviveram reproduziram-se e parecia que eram homozygotes. Quando mais tarde Mark se mudou para Inglaterra ele levou os cães consigo e continuou de cria-los. Os Ingleses são muito bons criadores e não lhes levou muito tempo para mudar o aspecto do cão para serem mais atraentes para eles. Estes cães eram baixos, quadrados com a estrutura óssea leve.
Páll A Pálsson foi primeiro de sentir o perigo que a raça Islandesa estava enfrentar e teve uma ninhada de puros cachorros Islandeses da fêmea que foi deixada com ele em Keldur. Uma experiência foi lançada em Hveragerði para organizar a criação do Iceland dog através dum financiamento do Ministério da Agricultura.
Sigríður Pétursdóttir de Ólafsvöllur em Skeiðarhreppur mais tarde começou em grande cooperação de criação com o Páll A Pálsson. Sigríður trabalhou com Mark Watson e outras pessoas da Inglaterra que lhe forneceu uma grande ajuda e informação. Sigríður mais tarde importou dois cachorros para Islândia de Inglaterra que o Mark Watson lhe deu. A base de procriação era muita pobre nesta altura. A raça Islandesa possui fortes características da raça que facilitou a passagem da procriação para o salvamento da raça para uma que deu lugar a um poderoso programa de procriação, sobre a orientação de cientistas, muito mais ambicioso com o objectivo de fazer com que o Iceland dog possa ser um cão de companhia muito apreciado por todos os lares do mundo.
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